quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

metalinguagem

a grande vantagem de ter um blog que ninguém lê é que você fala o que quer e não ouve o que não quer, embora algumas vezes até saiba que precise. outro fato que me faz não excluir isso aqui é que de tempos em tempos eu posso dar uma espiada nos meus sentimentos e pensamentos e ver o quanto eu mudei, ou não. na verdade, o fato de não ter seguidores assíduos só contribui com o meu propósito para esse blog que é poder ter algum lugar para me expressar e ficar livre de julgamentos e até mesmo opiniões alheias. tem coisas que eu quero desabafar mas não quero que ninguém saiba e esse blog desempenha justamente esta função. ando inspirada ultimamente, nada muito aproveitável ou útil, mas quem se importa?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

é estranho

às vezes eu me sinto confusa e percebo coisas que eu não queria. eu gosto daquelas sensações, mas não sei se as quero, não sei se devo tê-las, não sei se é do jeito como me parece. medo de uma possível repetição de episódios lamentáveis e desprezíveis. será que eu realmente mudei o quanto eu acho que mudei? será que essa mudança é perceptível? será que na verdade eu sou isso? é intrínseco a mim ou é proposital? estaria eu me autossabotando ao ponto de me levar inconscientemente a este tipo de situação? alguém mais enxerga esse tipo de coisa? não sei o que pensar e muito menos como agir frente a essas sensações e situações. é o tipo de armadilha que eu já entendo e prevejo há muito tempo e finjo cair. mas eu quero mesmo cair? porque eu preciso deste tipo deplorável de aprovação?

terça-feira, 26 de julho de 2011

If you really care, show it and if you don't care just tell me. I don't want us to pretend this way. :/

Today was supposed to be a nice day, a happy day, so why are you acting like that? Don't try to fill me up with all those half feelings and half things because it won't be enough.

terça-feira, 10 de maio de 2011

desabafo:

ow yeah motherfucker, that's the real shit!
fui tomada por um súbito sentimento de FUCK YEAH. precisava expressá-lo.
sem mais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

whatfuckingever

Eu queria escrever, queria muito. Não sei o que. Tentei, tentei, tentei. Nada saiu... É muita dúvida, é muito medo, é muita angústia, é muita saudade. Saudade de quem está perto, saudades de quem está a 30 km, saudades de um ano, saudades de quem está do outro lado do Atlântico e saudades de quem eu nem sei onde está.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Divagações na madrugada

Bem, fazia tempo que eu não escrevia aqui e quase tanto tempo que eu não ficava acordada até tão tarde. Talvez seja o sono, ou a comilança, ou o simples desejo de escrever que me fez divagar e chegar a postar algo por aqui. Um dos fatores que estimulou, sem dúvidas, foi o fato de ninguém ler o que está aqui... então eu posso falar, falar, falar, e se por acaso algum dia, alguém ler e vier me questionar, muito provavelmente já terei inventado uma desculpa para isso.
Andei pensando sobre pessoas e sonhos, mais precisamente, adolescentes e jovens e o vestibular, a profissão. Sei que fazer cursinho durante muitos anos, é muito chato. São as mesmas piadas, os mesmos professores, A MESMA MATÉRIA. Por mais que você se esforce, na maioria das vezes o esforço não é recompensado com a tão sonhada aprovação. E aí, no caso de Medicina (que graças a Deus não é o meu), você cansado do cursinho e afoito para a entrada numa universidade boa, ou no mínimo decente, desiste da UFPR, da PUC, da UP, da Evangélica e vai para Buenos Aires. Brilhante ideia... Se isso após 6 anos de curso lhe rendesse um diploma reconhecido no Brasil. Essa prática vem se tornando cada vez mais comum, eu sei de 3 pessoas que estão lá e de uma que desistiu exatamente pelo fato do diploma. A pergunta é: vale a pena morrer 6 anos de saudades, de estudar e no final não ser reconhecido no seu país? Acredito que a experiência internacional é algo incrível e que todos deveriam ter oportunidade de conhecer outras culturas, mas no caso específico da Medicina, eu continuo me perguntando: VALE A PENA? Para mim, é quase a mesma coisa que ir estudar Direito na Líbia (só usei esse exemplo, pois a Líbia está na mídia ultimamente) e querer vir aplicar no Brasil... Não vão reconhecer... Quer dizer, no caso do Direito até vão, mas não será útil. O que é o inverso do caso da Medicina, é um conhecimento extremamente útil, (não me refiro à qualidade das universidades porteñas afinal, não sei se são boas ou não, espero que sejam...) mas não vai ser reconhecido aqui.
O que eu quero dizer é: adianta estudar o que você quer e não poder exercer? Isso não é pra mim, definitivamente.
Mas quero deixar bem claro que espero que isso mude, uma vez que todos desejamos um MERCOSUL forte e que funcione.
E que não tenho nada contra quem foi estudar Medicina em Buenos Aires, muito pelo contrário... Admiro a coragem e a força de vontade! Sucesso a vocês, pessoal!


p.s.: isso não foi escrito com o intuito de desestimular alguém... se o fiz, minhas mais sinceras desculpas! foi só a primeira coisa que me veio a cabeça com tanta gente largando tudo e se mandando para a terra dos hermanos!