terça-feira, 31 de janeiro de 2017

sobre madrugadas insones, café e outras drogas.

com frequência venho me sentindo à beira de um colapso. corpo não responde exatamente como deveria. por vezes, sinto que não tenho mais controle sobre mim. há uma forte desconexão entre meu corpo e minha mente. ou talvez, uma conexão forte demais, que, por trabalharem, corpo e mente, em frequências diferentes, gera em mim essa sensação. será que a solução é química? será que a solução é espiritual? há solução? cafeína me mantém em pé durante o dia, mas não traz a alegria e a vontade de viver. já pensei em voltar ao psiquiatra, já pensei em beber para dormir e fumar maconha para relaxar. contudo, são refúgios efêmeros de uma angústia profunda e incessante. aprender a conviver? eu nunca fui de me conformar com a insatisfação, apesar da sua constância. eu não vou me entregar, só preciso me encontrar. uma hora vai passar...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Tristeza não tem fim, felicidade sim.

A efemeridade é o que faz com que a paz interior seja tão bem aproveitada e valorizada quando a encontramos. Se há sentimento mais desejado pelos seres humanos, eu desconheço. De certa forma, tudo o que fazemos é visando o preenchimento, ainda que momentâneo, do eterno vazio de existir. Nem sempre nos damos conta disso, mas em uma análise profunda e densa, é muito mais simples do que as inúmeras atitudes desesperadamente nominadas. O mundo do caos da instantaneidade gera esse sentimento generalizado de insatisfação e ansiedade por mais. Mais informação, mais prazer, mais dinheiro, mais ilusões. Não me conformo com a imposição de aceitar passivamente a simples convivência com esse vazio. Nessa ânsia da completude, forte ao ponto de desnortear e direcionar a caminhos que, sabidamente, não levarão a alcançá-la, é que as escolhas revelam, aos poucos, traços importantes de personalidade e caráter. Há quem busque desenvolvimento espiritual, refúgio químico, lícito ou não, sucesso profissional ou relações interpessoais em níveis extremos. O ponto é que, bizarramente, os clichês fazem sentido. Só reconhecemos e valorizamos esses relances de calmaria por conviver intensa e majoritariamente com o oposto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

É difícil traduzir sentimentos em palavras.

Não me recordo se já iniciei um ano tão bem, tão confiante, tão em paz. Em 2016 passei por um processo profundo, complexo e surpreendente de autoconhecimento. - fato curioso foi ter passado por esse ano peculiar sem ter feito postagens aqui -. Me entender, me ver, me aceitar e me amar pelo que eu realmente sou e não pelo que eu tenho ou pelo que esperam de mim. Essa nudez interior é, num primeiro momento, assustadora. Abertura integral e exposição para uma análise sincera exige coragem. Mas, conforme se avança (e se amadurece), liberdade e desprendimento irrompem, seguidos de paz e tranquilidade. Entendo que é questão de organização, de prioridades, de maturidade. É a segurança e certeza de seguir no caminho correto, porém não chega a ser autoconfiança. São bons pressentimentos aliados a uma força de vontade que eu não sei dizer exatamente a origem. A ordem "tome posse" foi intensa e constante e, aparentemente, o fiz. Novos começos são sempre bons. Novas chances, novas oportunidades.